O delator José de Carvalho Filho, ex-executivo da Odebrecht, detalhou como o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), recebeu a propina quando exercia o cargo de deputado federal.
José de Carvalho revelou que Flávio tratou do recebimento de recursos de caixa 2 para campanha de governador nas eleições de 2010, dentro do seu gabinete na Câmara dos Deputados.
Segundo o delator, foi repassado R$ 200 mil para Dino em troca de favorecer a empreiteira num projeto de lei que garantiria segurança jurídica a investimentos da Odebrecht em Cuba.
O governador do Maranhão tem negado tudo, mas a riqueza de detalhes no depoimento de José de Carvalho na Lava Jato é muito comprometedor.
Pagamento de propina ao governador Flávio Dino foi registrado na Suíça
O governador Flávio Dino teve o suposto pagamento de propina da Odebrecht registrado no sistema de informática Drousys, que funcionava na Suíça e faz parte do Departamento de Propina” da construtora.
A informação foi repassada pelo delator José de Carvalho Filho, durante depoimento prestado ao Ministério Público Federal (MPF).
Segundo José de Carvalho, ele se reuniu algumas vezes com Flávio Dino, na época ainda deputado federal, para tratar de um projeto de lei. Em uma das ocasiões, foi solicitado por Dino dinheiro para utilizar na campanha eleitoral de 2010, quando disputou o governo do Maranhão pela primeira vez, e conseguiu da empreiteira R$ 400 mil.
“[…] a senha para receber o dinheiro teria sido entregue ao próprio parlamentar, em operação realizada pelo setor de Operações Estruturadas e registrada no sistema Drousys”, é o que diz trecho do pedido de abertura de inquérito feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O sistema de informática Drousys, era uma ferramenta de intranet, que somente funcionários da empreiteira tinham acesso. Era por ele que era feito o controle de pagamento e propinas da Odebrecht a políticos e demais envolvidos no esquema.
Tudo era mantido em servidor na Suíça porque, segundo Camilo Gornati, funcionário da Odebrecht, que também é tido como responsável pela instalação do sistema, era mais seguro.
Fonte:Blog Luís Pablo

