Um
homem que faz tratamento contra o alcoolismo na Fazenda da Paz, órgão que
trabalha com a recuperação de dependentes químicos, foi dado como morto pela
família. Segundo o diretor da instituição, Célio Barbosa, a família do artesão
Geraldo Humberto de Carvalho reconheceu um corpo e o enterrou pensando se
tratar do parente desaparecido por dois meses. Apenas a partir de uma missa foi
possível começar a desfazer o engano a partir de uma pessoa que viu o artesão.
O artesão foi reconhecido por uma amiga da família
durante as celebrações do 23° aniversário da Fazenda da Paz. “Durante a missa
para comemorar o aniversário da Fazenda da Paz uma senhora ficou nervosa, rindo
e chorando, contando que tinha participado do velório e do enterro do senhor”,
relatou Célio Barbosa. A família procurou por Geraldo Humberto, mas sem
encontrar acabou indo procurar no Instituto Médico Legal (IML).
“A família fez a identificação do corpo a partir de uma
careca”, contou Célio Barbosa. O artesão já encontrou com a família, que já
soube que Geraldo está há 3 meses longe do álcool. Mas, outro desafio aparece
para o artesão: provar que está vivo. “Agora é fazer a documentação porque ele
ainda é dado como morto. Ele tem de nascer de novo”, afirmou Célio Barbosa.
O diretor da Fazenda da Paz conta que o artesão foi
encaminhado pelo Centro de Referência Especializado para População em Situação
de Rua (Centro POP) para tratamento contra o alcoolismo. “O Geraldo foi
encaminhado pelo Centro POP como pessoa em situação de rua. Foram feitas buscas
pela família e nesse tempo tratamos dele”, disse.