/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/o/o/AhN2r8T8Ghau1iY0jQKA/nacios-slz-23.jpg)
O Porto do Itaqui tem
enfrentado vários problemas na operação de descarga de produtos com o recente
congestionamento de navios na Baía de São Marcos, em São Luís. Quem passa pela
Avenida Litorânea, por exemplo, consegue ver as numerosas embarcações na paisagem.
Atualmente existem mais
de 70 navios parados na região do Porto do Itaqui, sendo alguns há mais de um
mês. Esse é um sinal de que a operação no Complexo Portuário está mais lenta do
que o normal.
Uma das causas é o
excesso de chuva no Maranhão, que está atrapalhando as operações de carga
porque os principais produtos exportados (soja e minério de ferro) não podem
molhar durante o processo de carregamento e as embarcações têm de esperar.
Além disso, os problemas
recentes em barragens da Vale em Minas Gerais interromperam a produção em 10
minas. Com isso, a empresa deixou de produzir na região sudeste 40 milhões de
toneladas de minério de ferro, o que representa 10% da produção anual de
minério. Isso fez aumentar a demanda no Maranhão, trazendo também navios que
seriam carregados em portos da região sudeste.
Para o doutor em
engenharia naval e oceânica Sérgio Sampaio Cutrim, esse congestionamento de
navios pode significar prejuízos para o complexo portuário e até para o Estado
do Maranhão.
"O dono do navio faz um contrato de frete marítimo onde ele estipula a
quantidade de dias que ele vai ficar aqui esperando. Se há um atraso, ele teve
prejuízo. Ao ter prejuízo, o porto que fez o contrato com o dono do navio vai
pagar uma multa diária que vai variar conforme o contrato, mas é um valor
elevado, de 10, 15, 20 mil dólares a diária que ele vai pagar ao dono do
navio"
Ainda segundo Sérgio
Sampaio, tamanha movimentação pode comprometer os carregamentos futuros. Os
donos de navios em novos contratos tendem a escolher outros portos para atracar
para não correr risco de ficar com os navios parados por um tempo além do
previsto.
“Na medida que você tem
grandes pagadores de postos sendo afetados por essa fila, pode causar um
impacto negativo na arrecadação do estado", explicou.
g1ma