segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Flávio Dino deixou de efetivar 20.598 servidores ao trocar concursos por seletivos

Flávio Dino deixou de efetivar 20.598 servidores ao trocar concursos por seletivosRestando pouco mais de dois meses para completar um ano a frente do Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino (PCdoB) não realizou sequer um concurso público que garanta a população uma carreira estatutária, de estabilidade profissional, uma de suas principais promessas de campanha eleitoral e de discurso durante cerimônia de posse.
Apesar de criticar o governo anterior quanto a terceirização de empregos públicos, e do Estado possuir a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), criada pelo ex-secretário de Saúde Ricardo Murad para gerir as Unidades de Saúde da rede pública estadual, uma das primeiras medidas do chefe dos Leões foi a de manter Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) suspeitas de superfaturamento e de escamoteio de verbas gerindo os hospitais públicos estaduais, deixando de gerar 11 mil empregos via realização de concurso público, única formar de oferecer aos servidores um conjunto de proteções e garantias específicas para o exercício da função pública.
Até agora, embora use seu perfil no Twitter para mentir e falar sobre a realização de concursos, o governador do Maranhão conseguiu promover apenas seletivos simplificados, que - diferente do concurso público, que tem por objetivo o preenchimento de cargos de provimento efetivo - tem por finalidade apenas de atender necessidades temporárias e excepcionais da Administração direta ou indireta, ensejando sempre uma contratação temporária, que é regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e abre mais espaço para fraudes e nepotismo.
Fora os 11 mil empregos distribuídos sem qualquer transparência via Oscips, de acordo com informações divulgas pelo próprio governo, de janeiro a setembro desde ano, Flávio Dino já deixou de realizar concurso público para o preenchimento de 5.990 vagas para professores; 2.280 para vigilantes, agentes e auxiliares penitenciários; 990 profissionais para a área médica; 210 examinadores de trânsito; 128 vagas para monitoria e tutoria dos cursos do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema); além de 160 cargos técnicos para o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma) e Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp). Em todos esses setores, Dino preferiu realizar apenas processo seletivo simplificado. Ao todo, com a falta de cumprimento da promessa de palanque e de discurso de posse, o governador já deixou de ofertar 20.598 vagas via concurso público.
Apesar de estar a mais de nove meses à frente do Palácio dos Leões, tempo suficiente para prover vagas efetivas na administração estadual, o comunista ainda deve trocar até o fim do ano mais um concurso público por um seletivo simplificado. Os novos empregos sem estabilidade serão para a Fundação da Criança e do Adolescente (Funac).
Nos bastidores, comenta-se que a distribuição de vagas temporárias em grande escala seria manobra eleitoral para beneficiar candidatos a prefeito e vereador do Palácio dos Leões. Como os seletivos tem prazo de apenas 12 meses para a atuação dos profissionais, e todos os contratos se encerram em pleno ano eleitoral, o governador prorrogará os empregos por mais um ano, o que virtualmente garante votos para todos os candidatos do governo nas eleições de 2016. Terminado este novo prazo, com os candidatos já eleitos, todos os aprovados nos seletivos - os não apadrinhados - devem ser colocados no olho da rua, sem direito a aviso prévio nem a FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Mensagem de Feliz Natal do Itamar Cavalcante chefe do gabinete do Prefeito Nonato Carvalho

  Que este Natal renove em nós os sentimentos de amor, paz, fraternidade e solidariedade. Desejamos a todas as famílias Magalhenses, um Fel...