No
meio da manhã desta quarta-feira (13), José António de Sousa, o Toinho, 20 anos
de idade, se apresentou a 14ª Delegacia Regional, sediada em Pedreiras (MA),
acompanhado de sua mãe. Toinho é acusado de participar do assassinato e
esquartejamento do adolescente Manoel Messias da Silva, de 14 anos de idade,
ocorrido na noite da última segunda-feira (11).
Em
depoimento a polícia, ele confessou o crime. Toinho foi denunciado pelo
comparsa, o menor W. S. G. de 16 anos, apreendido na tarde de terça-feira
(12) no local, onde o corpo foi esquartejado.
Os
dois autores do crime que chocou a região foram ouvidos pela polícia. Toinho
ficará preso em decorrência de um mandato de prisão expedido contra ele por
conta deste crime.
As
facas usada para o esquartejamento foram entregues a polícia. O crime aconteceu
em uma casa localizada no Bairro do Diogo e o corpo do adolescente foi
esquartejado em uma área de difícil acesso, próximo a Rua Três do Parque
Henrique, em Pedreiras.
Segundo
o delegado Plínio Napoleão, responsável pelo caso, o menor W. S. G. de 16 anos,
apreendido no local do crime, revelou que participou, junto com adulto José
Antônio de Sousa, mais conhecido pelo apelido de Toinho, do assassinato e
esquartejamento de Messias.
O
delegado esclareceu que o assassinato ocorreu por volta das 20h00 da
segunda-feira, quando chovia forte em Pedreiras.
O
menor apreendido disse, em depoimento a polícia, que os três estavam em uma
casa; a vítima e o adulto consumia um tipo de droga conhecida como solvente. No
momento, Messias recebeu R$ 100,00 para compra lanches; na volta com o lanche,
o adolescente disse que tinha perdido o troco dos R$ 100,00.
Isso
irritou os dois, porque acreditaram que ele na verdade ficou com o restante do
dinheiro. Enquanto o menor segurava o adolescente, o adulto o matou com três
golpes de faca que atingiram a região do tórax da vítima. Eles levaram o corpo
para a região de difícil, próximo a Rua Três do Parque Henrique e esquartejaram
o cadáver no local para impedir que fosse reconhecido. Protegidos pela
escuridão e a chuva, eles desmembraram a cabeça, os braços, pernas, testículos,
pênis, mãos de Messias e espalharam pela área.
O
menor foi apreendido no dia seguinte, no local da desova. A polícia desconfiou
das atitudes dele, que orientava as equipes de buscas, onde estavam os restos
mortais de Messias. O menor W. S. G. tem passagem pela polícia, durante o
depoimento, acompanhado pela mãe, se mostrou frio, sem arrependimento; sua
preocupação maior era diminuir a culpa no bárbaro assassinato. Na região onde
ele reside, em Pedreiras, é temido pelos moradores.

