quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Flávio Dino propõe criação de policlínicas e se contradiz quanto à promessa de combate a pobreza no Maranhão em entrevista à TV Mirante

Candidato Flávio Dino (PCdoB) foi o segundo entrevistado no JMTV 1ª edição. — Foto: Reprodução/TV Mirante


O candidato à reeleição ao governo do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou em entrevista ao JMTV 1ª edição nesta terça-feira (11) que, se reeleito, deve implementar policlínicas regionais, com o objetivo de complementar a rede estadual de saúde no que se refere a consultas e exames.

ASSISTA A ENTREVISTA.




“As especialidades estão sendo implantadas nos hospitais macrorregionais. E isso acontece no país todo, não é só no Maranhão. E para complementar ainda mais, nos colocamos no nosso programa de governo, a proposta das policlínicas regionais, exatamente para que a gente possa ter uma complementação das redes de saúde no que se refere a consultas e exames”, afirmou o candidato.

Outra proposta citada por Flávio Dino na saúde é a ampliação das vagas nos hospitais macroregionais.

“Se você pegar na saúde nós tínhamos dois hospitais regionais, hoje temos dez. Nós tínhamos 1.800 leitos, hoje temos 2.400, então se você pegar qualquer área que você queira, eu vou te mostrar objetivamente com números que melhorou. Os macrorregionais estão ai, em Balsas não tinha um leito de UTI. Então nós melhoramos a saúde pública do Maranhão, não é uma saúde sueca ou europeia”, disse.


O candidato do PCdoB foi questionado sobre a promessa de acabar com a pobreza extrema no estado feito no seu discusso de posse. Na época, ele afirmou: "Nós instituímos hoje o plano mais IDH e, por intermédio desse plano, nós vamos adotar ações nas 30 cidades que tem o pior IDH do Brasil. Por que o que nós queremos é que, ao fim do nosso governo, não tenha nenhuma cidade maranhense no rol das 100 cidades piores do Brasil". Na resposta, Flávio Dino disse que não prometeu retirar os maranhenses da linha da pobreza, pois é algo inviável.

“Eu não prometi esse absurdo porque seria obviamente algo inviável, algo inalcançável. O que eu prometi e me comprometi de fato e estamos fazendo é combater muito fortemente a pobreza com programas sociais, que são citados a exemplo no Brasil todo. Veja por exemplo o programa Escola Digna, que colocou o Maranhão em uma posição que nunca teve. Veja o plano Mais IDH que beneficia os mais pobres, os 750 mil atendimentos na força estadual de saúde, as 11 milhões de refeições servidas nos restaurantes populares, ou seja, ações concretas de combate a pobreza (...) porque eu não poderia fazer milagre, eu não sou Deus. O que eu disse foi combater a pobreza e temos combatido a pobreza", afirmou.

Dino complementou afirmando que a culpa da crise no estado está atrelada à crise política nacional.

"Temos dado, de parte que cabe ao estado nós temos feito, mas a política econômica é feita pelo Governo Federal. Quem cuida de moeda, inflação, geração de emprego, indicadores econômicos conduzidos pelo Governo Federal. As políticas compensatórias foram feitas pelo estado como nunca se fez na história do Maranhão. E é por isso que temos tranquilidade de dizer que o Brasil caminhou na direção errada e o Maranhão na direção certa”, explicou.

Centros de hemodiálise
O candidato do PCdoB, ao ser questionado sobre a falta de centro de hemodiálise regionais no Maranhão, afirmou o problema sempre existiu.

"Sempre faltou. Câncer: quantos pontos de radioterapia havia no Maranhão? Somente um. E nós botamos tratamento contra o câncer em Caxias e no caso da hemodiálise, nós estamos ampliando. Por exemplo em Chapadinha já começou a funcionar, em Pinheiro vai começar a funcionar. (…) Existem problemas? Claro que existem e eu não escondo problemas. O que eu discordo é que vocês e outros tantos só tenham enxergado problemas agora, mas estamos corrigindo os problemas que encontramos. Esses três anos de governo foram para corrigir esses problemas e estamos corrigindo”, explicou Dino.

Flávio Dino participou da segunda entrevista feita pela TV Mirante, afiliada da Rede Globo, com os candidatos ao governo estadual. Assista no vídeo acima. As entrevistas seguem até sexta-feira (14) e, abaixo, há o cronograma.

Veja outros assuntos tratados na entrevista

Desvios de verbas na saúde
“Nós criamos a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares – EMSERH e essa empresa pública está assumindo os hospitais progressivamente, exatamente porque o modelo de OS das cooperativas médicas tem muitos problemas. Houve desvio de 18 milhões? Jamais. Se houve irregularidades, que a polícia apure, que a Justiça apure. Nenhum trabalha no meu governo. Todas as pessoas acusadas de irregularidade foram punidas, e eu nunca fui acusado de nada, veja a diferença. Eu sou 100% ficha limpa e esse é um título que ninguém me tira. Eu não respondo a nenhum processo na Justiça, se houve alguém que fez coisa errada em algum canto, existe a Justiça, existe a polícia, existe o Ministério Público"

Educação
“Cumprimos fielmente o estatuto, fomos além do piso. Hoje o piso é cerca de R$ 2.300,00 e nós pagamos R$ 5 mil para uma jornada de 46 horas. Quem está diz que pagamos o maior piso é a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação. Significa dizer que nós temos o salário ideal? Ainda não, mas estamos caminhando para isso. Tanto é que no nosso governo, vamos pegar os últimos cinco governos, o nosso é o único que começou e que terminou sem nenhuma greve de professores. Isso é altamente importante, pra todos nós, mas sobretudo para os estudantes, os pais dos alunos. Então tanto que nós praticamos uma política séria, de respeito aos direitos, piso, progressões, que garantem que esse respeito aos professores, que as aulas tenham data de começo, de término e esse não é um patrimônio que não é meu, é nosso, é do povo do Francisco Maranhão

Emprego
"O Maranhão teve saldo positivo de emprego em 2017. O Maranhão está tendo saldo positivo de emprego em 2018. O Maranhão saiu dos últimos lugares na educação e hoje está na metade dos melhores. Então são indicadores concretos de melhoria, de avanço"

IDH do Maranhão
"Veja o plano Mais IDH que beneficia os mais pobres, os 750 mil atendimentos na força estadual de saúde, as 11 milhões de refeições servidas nos restaurantes populares, ou seja, ações concretas de combate a pobreza. Claro que vivemos uma crise nacional aguda, causada por um golpe político, dado pelo partido da minha adversária e isso fez com que os indicadores sociais do país retrocedessem"

Programação das entrevistas
Quarta-feira (12) – Maura Jorge (PSL)
Quinta-feira (13) – Roseana Sarney (MDB)
Sexta-feira (14) – Ramon Zapata (PSTU)


Fonte:G1MA

Mensagem de Feliz Natal do Itamar Cavalcante chefe do gabinete do Prefeito Nonato Carvalho

  Que este Natal renove em nós os sentimentos de amor, paz, fraternidade e solidariedade. Desejamos a todas as famílias Magalhenses, um Fel...