
A Polícia Civil divulgou o lado pericial cadavérico
feito nos dois bebês encontrados mortos em um matagal na zona rural do
município de Curralinhos. Pelo laudo, as crianças nasceram vivas e morreram de
causa desconhecida e revela ainda que não foram encontrados sinais de violência
física. Apesar da inconclusão, a polícia acredita que os bebês morreram
sufocados pela própria placenta.
Com o laudo, a polícia descartou a hipótese de
infanticídio, ou seja, que a mãe tenha matado os dois bebês após o
nascimento, e trabalha agora com a hipótese de abandono de capaz com
consequência morte, pois as crianças não teriam recebido atendimento médico
básico para sobreviverem depois do parto.
A mãe, Hildelene de Sousa Lima, já foi ouvida pela polícia e
afirmou que estava tomando remédio para hanseniase e que esses remédios teriam
alterado o comportamento dela. O delegado responsável por investigar o caso,
Anchieta Pontes, afirmou que a polícia chegou a conclusão que houve abandono de
incapaz.
“Nós chegamos a conclusão que houve abandono de incapaz com resultado
morte e o agravante dela ter abandonado as crianças em local ermo e ser
descendente dela e a pena varia de 4 a 12 anos e aumenta 1/3 em razão
desses dois agravantes”, declarou.
Meio Norte