/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/K/3/sntiBYReOabRWWCRQSGg/lenne.jpg)
O velório de Khálida, de 3 anos, é realizado na Igreja Batista Filadélfia, no bairro Vinhais. No sábado (8), um cortejo fúnebre segue até o Cemitério do Gavião, na Madre Deus, onde haverá o enterro. Isadora Bringel, de 7 anos, é velada na Pax União, na região central de São Luís. O enterro da menina está marcado para acontecer às 9h, também no Cemitério do Gavião.
Chegada em São Luís
Os corpos chegaram no Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado por volta das 15h30, acompanhado dos pais das meninas, Jorge Trabusli Lisboa, Lenne Carvalho Lisboa, Marcelo Bringel e Slavya Bringel. Ao desembarcarem no saguão, os pais foram recebidos com aplausos por familiares e amigos que aguardavam a chegada.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/H/t/zY7dQnR3uAficOEBgScQ/g1-ma-.jpg)
Após o desembarque, Jorge Lisboa, disse em entrevista ao G1, que os dias após a morte da filha Khálida têm sido difíceis e que agora busca encontrar forças por conta da esposa, que está gravida de uma menina.
"Das dores que a gente vai sentindo cada dia é uma diferente. A que fica pra frente é a certeza que vamos encontrar uma rotina, que ela participava e que infelizmente não vai mais participar. Isso é muito doloroso. Como já perceberam, minha esposa está gestante de outra criança e nós temos que encontrar forças, pois a vida não pode parar por aqui. Nós temos responsabilidades por outra vida que está vindo", disse.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/o/r/K2jzAMRx6OthIGUAg9fg/g1-ma.jpg)
Bastante emocionado, Marcelo Bringel falou também sobre a perda trágica da filha, Isadora. Segundo o pai, os momentos após a morte da menina tem sido muito difíceis a criança foi a melhor coisa que aconteceu na vida dele.
"Sem palavras. Uma dor insuportável. A Isadora é tudo. A Isadora sempre foi tudo, a Isadora é um anjo de luz, a Isadora era amor, carinho, canção. A Isadora foi o melhor que já pude viver e experimentar. Eu só tenho agradecer a Deus pelos momentos que eu tive com ela", disse, Marcelo.
Local sem sinalização
Jorge Lisboa voltou a afirmar que o local onde aconteceu o acidente não havia sinalização e que, se soubesse do risco, jamais teria ido com a filha. Além disso, ele disse que as ambulâncias que foram usadas para socorrer as meninas não tinham equipamentos avançados de resgate necessários para a situação.
"Não havia nenhuma sinalização e nós não éramos os únicos lá. As crianças não ficaram nenhum minuto longe de adultos. A empresa que contratamos era legalizada. Então ninguém aventurou e nem foi arriscando. Ninguém jamais iria para lá se houvesse uma indicação de alerta e perigo (...) As ambulâncias não tinham suporte avançado, só o básico mesmo. Talvez para algumas pessoas que tivessem um ferimento menor ou no máximo quebrasse uma perna, mas nada de suporte avançado para atender com aquela gravidade", contou.
Tragédia no Chile
Khálida Trabusli Lisboa e Isadora Bringel faziam um passeio na segunda-feira (3) acompanhada dos pais na região de El Yeso, no Chile, quando morreram após serem atingidas por fragmentos de rochas após um deslizamento.
As famílias são amigas e as meninas estudavam na mesma escola no município de Bacabal, no interior do estado, onde também viviam. Por conta do acidente, as aulas na escola foram suspensas. A morte das das duas crianças causou muita comoção nos moradores da cidade de 100 mil habitantes.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/N/j/umR0hkQBiScDZQiAxJEQ/whatsapp-image-2019-06-05-at-09.27.41.jpeg)
Para ajudar no processo de liberação dos corpos das meninas para o Maranhão, duas pessoas da família de Khálida Trabusli Lisboa e uma advogada viajaram até o Chile. A tragédia foi perto do aniversário da menina, que completaria 4 anos no próximo dia 22 de junho.
Dois dias após a morte de Khálida, a mãe da menina, Lenne Carvalho Lisboa lamentou a tragédia por meio de uma rede social: "Hoje eu não ouvi você dizer que me ama. Eu te amo, minha boneca", escreveu.
Ao G1, o avô da menina contou que a família estava em estado de choque. “O convívio não poderia ser melhor. Era uma menina alegre. Quarta-feira foi meu aniversário e ela fez um bolo para mim, cantou parabéns para mim. Era uma criança maravilhosa, amada. Está todo mundo em estado de choque", contou Raimundo Lisboa.
Jorge Trabusli Lisboa, Lenne Lisboa e Marcelo Bringel, pais das meninas, disseram em entrevista ao G1 nesta quinta (6) que não havia sinalização no local onde estavam passeando, nem uma barreira física para impedir a entrada de turistas.
Ao contrário do que foi dito pelo governo chileno, Marcelo Bringel relatou que eles os demais turistas que desceram das vans caminharam por cerca de 20 minutos, sem qualquer aviso de proibição. Ao G1, Dolores Medeiros que estava na mesma excursão que as meninas estavam, disse que qualquer pessoa poderia ter sido atingida pelas rochas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/Y/X/zAybdUSxOdzV6Flc6umQ/whatsapp-image-2019-06-06-at-22.42.33.jpeg)
Segundo a governadora da região da Cordilheira dos Andes, Mireya Chocair, o local do acidente estava fechado para visitas por conta do risco de acidentes do mesmo tipo que vitimou as duas meninas.
Após a tragédia, o governo do Chile por meio do Serviço Nacional de Turismo (Sernatur) disse ao G1, que vai reforçar a instalação de placas que alertem sobre os riscos nas imediações do reservatório de El Yeso, local onde morreram as meninas.
G1MA
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/z/a/osRR61SlGJfLu8m8XjsA/g1-ma-marcelo.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/N/d/oCr0cVRtiNjjAYjrkvVQ/meninas.jpg)